Story about a girl that could not age…

Archivist
Sou quem sou.
Por mim e por todos os que me rodearam neste tempo em que permaneci viva. Retiro memorias de uma vida cheia, de familia, amigos, inimigos mas acima de tudo uma vida preenchida. Estas primeiras linhas não são uma despedida, nunca são, mas uma necessidade de colocar um sentimento em simbolos.
E para quem as lê serão o ritmo impregnado na mensagem sublimar destas linhas. Quando ascender ao Sol e espalhar as minhas cinzas na Terra serei parte do continuar da Vida.
Nos ultimos cem anos, todas as historias escritas cumpriam a regra mais antiga imposta pelos Arquivistas da Primeira Era, Honrar a Morte, ou seja, mostrar que a morte faz parte do processo e que deve ser entendida como um passo para a Vida. Cumpri escrupolosamente esta regra, sem sequer perder tempo em julga-la, de certeza que os Antigos teriam perdido esse tempo por mim. Eu não era ninguem…
Hoje cem anos depois da minha primeira palavra impressa nestas paginas, depois de pensar e debruçar sobre esta regra, decidi escrever a minha ultima historia, a minha. Mas, substituindo a regra mais antiga, por uma nova, Honrar a Vida, ou seja, honrar o processo que passamos, as metamorfoses que sofremos, as pessoas que tocamos, os locais que vimos.
Tudo faz parte, e tudo está interligado, esta regra milenar é apenas uma linha orientadora, que quando lida varias vezes nos leva a crer que o processo da morte seria mais importante que todo o conteudo de uma vida.
E com todas as milhares de vidas que escrevi, aprendi muito. Conheço o mundo de pernas para o ar, conheço-o sem ter estado lá, através das palavras que escrevi de vidas passadas que agora fazem parte da Terra, ou que ainda ascendem ao Sol.
Todas as vidas que escrevi fazem parte da minha propria vida, da minha propria existencia. Quero ser parte da Era, desejo ser mais que um ascender, quero ser uma historia, quero ser lida e ensinada. Quero pertencer á terra, mas acima de tudo pertencer á imaginação das pessoas.
Queria começar as minhas paginas relembrando os melhores momentos, aqueles que não quero esquecer, e que representam muito para mim. Mas por outro lado, são aqueles que menos ensinamentos se pode retirar deles, porque são meus e aconteceram-me a mim. Pensei então em escrever os piores momentos, aqueles em que erros foram cometidos e que podiam ensinar outros a não cometer esses mesmos erros. Mas pensando bem, não quero iniciar as paginas oferecendo conteudo de facil julgamento.
Quero que as pessoas me conheçam do inicio ao fim.
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