Histórias de uma só pagina

 

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Raven – Após uma caminhada longa desejava um local silencioso, e seguro para me abrigar com Rino.

Rino correu a frente procurava possíveis recantos de caça. Afastei-me do caminho de modo a ficar escondido de possiveis trausentes que atravessassem a estrada nesse dia, encontrei um local com um aspecto parecido com o que precisava. Tinha umas pedras que tapavam o vento, e uns arbustos suficientemente altos que cobriam a visibilidade para a estrada.

Larguei a mochila e procurei alguns galhos para fazer uma pequena fogueira, o tempo era ventoso, e seria uma sorte manter uma fogueira acesa, mas não podia deixar de tentar.

Rino correu para mim, provavelmente encontrou caça. Coloquei o molho de galhos no chão, peguei no arco e segui o trilho que Rino indicava.

Flanquei a posição onde se encontrava um belo espécimen de um porco selvagem, era pequeno e parecia estar um pouco perdido.

Preparei uma seta no arco, e coloquei duas cravadas no chão, fiz sinal ao Rino para avançar lentamente.

Quando me preparava para disparar,vi um vulto a correr, era alto e tinha uma grande espada às costas.

 

—–

 

Samsa – Fugi a sete pés da cidade. O saque era pouco mas serviria para sobreviver mais umas semanas.

Pensava em me juntar a um grupo de comércio que fosse para Norte. Talvez aventurar-me nos mares. Todos os capitães gostavam de uma mulher a bordo!

O trilho tornou-se estrada, optei por andar paralelamente de modo a ficar escondida de possíveis guardas que ainda viessem no meu alcance. Sabia que seria arriscado raptar aquele miudo rico, mas o seu susto valeu-me alguns ouros e um desenho esquemático do castelo.

Agora que tinha a cabeça a prémio precisava de me manter afastada de problemas.

Ouvi uns barulhos não muito longe, baixei-me e vi um pequeno porquinho que guinchava pela mãe.

Quase senti pena, se o conseguisse apanhar seria um bom jantar. Tirei a minha adaga da bota.

Mas este não era o barulho que me preocupava, o retesar de um arco…

Mantive-me baixa, a observar, vi um cachorro, também ele muito concentrado, não parecia ter dado pela minha presença. Num instante, sinto uma mão a tapar-me a boca…

 

—–

Boe – O prémio para capturar a rapariga era de 500 ouros, apesar de não ser muito valeria a pena o esforço. Segundo as informações ela corria para Norte, provavelmente para se juntar a um circo qualquer.

Peguei na espada e coloquei-a às costas. O meu cavalo estava pronto, teria uma grande vantagem sobre a miuda, a povoação mais perto era a dois dias de cavalo.

Tinha deixado os meus contactos alerta para o possivel regresso dela à cidade. Nem sempre é fácil a vida de caçador de recompensas, estamos sempre em viagem, sempre em perigo e o pior de tudo, é que não somos os únicos atrás do mesmo…

Sabia que tinha ganho algum tempo e que em breve estaria a par do meu saco de ouro.

Parei na estrada, vi sinais de um homem e de um animal, provavelmente um cão.

Olhei em volta, o karma não podia ser melhor, vi a cara da rapariga que procurava, estava a baixar-se como se estivesse a espreitar algo.

Sem pensar corri na direcção dela. Aproximei-me, aproveitando a sua desconcentração. A minha mão encontrou a boca dela…

 

—–

Amindrish – Eram sinais a mais. Mantive-me imóvel, a concentração tinha que ser máxima. A ilusão de invisibilidade ainda não estava totalmente apurada.

A visão de ontem á noite estava a acontecer. Uma ladra, um lutador e um caçador… Caminhando na mesma estrada, juntos perseguindo o mesmo objectivo…

Esperei que a acção começasse. A ladra a tentar gritar. O lutador apanha a sua presa. O caçador ouve o grito abafado e solta a seta. O lutador grita de dor. A ladra solta-se e corre na minha direcção. O porco assustado foge na direcção oposta ao som. O caçador corre na direção da dor.

A ladra olha para trás e com um leve toque na sua pele revelo a minha presença e mantenho-a imóvel com o meu feitiço de sugestão.

Tudo estava a acontecer como previsto. As minhas visões aconteciam uma vez por mês e ainda não me tinham deixado mal. Apressei-me a atar os pés e as mãos da ladra. Gritei para o caçador “Está tudo bem? Ouvi gritos, precisam de ajuda?”

Caminhei na direcção do caçador e do homem ferido. A minha roupa de viajante com o simbolo de Fgar, Deus da Cura, foram uma ajuda…

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