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Avancei pelo corredor escurecido pela ténue luz que as pequenas e inovadoras lampadas geravam, eramos dos poucos edificios que tinha eletricidade, um dos muitos luxos aque nos permitiam, cinquenta metros á frente e entrei na SPNC. O projeto tinha perto de quinze pessoas a trabalhar apenas na base, e diversos contatos pelo mundo fora que estariam protegidos em caso de fuga de informação.

 Entre politicos, CEO do projeto, tecnicos e informantes, num total de não mais que vinte pessoas sabiam da existencia deste local, e mesmo assim nem todos estavam a par da especificidade do projeto e qual o seu intuito.

 Mary estava na sua secretaria á entrada do labirinto.

 “Bom dia Dr. Hare como está hoje? Aqui tem a sua agenda, tem uma reunião marcada com o CEO, Mr Timon durante o almoço. Pedi cordeiro com vinho tinto e alho acompanhado com batata e legumes salteados.”

 Acenei, com a cabeça. Era verdade, metade do meu trabalho estava feito mesmo antes de entrar no labirinto. O labirinto, termo carinhoso, era um sistema de salas, corredores, andares, subterraneos, com prateleiras, gavetas, bancadas, moveis, carregados de informação. Cada ala estava catalogada, num sistema de inventario especifico e codificado, cada prateleira, cada informação tinha uma entrada especifica e um log associado.

 O sistema tinha sido criado para o efeito especifico da hARPA, de forma a adquirir um conhecimento amplo de onde podia escolher, desenvolver as invenções e inovações mais promissoras. O departamento da SPNC tinha como missão primária, identificar, recolher dados referentes a avanços nos campos da ciencia por todo o mundo, e claro, fazer chega-los até ao labirinto, onde seriam dissecados, analizados, catalogados e discutidos de forma a poderem ter, ou não, um papel no avanço da ciencia.

 Poderia dizer que a SPNC funciona como um filtro de ideias vinda de todos os cantos do mundo, e que somos nós que decidimos que avanços cientificos são mais necessários e vantajosos para o mundo conhecer.

 Sinto-me, todos os dias, numa posição de poder, sabe bem, e é uma recompensa que considero justa, pelo trabalho produzido nos ultimos sete anos.

Recordo-me do dia em que a SPNC foi criada, o nosso grupo era apenas um pequeno departamento dentro da hARPA. Com apenas quinze colaboradores, a reunir projetos de muitos sitios, fomos obrigados a trocar de localização, as nossas instalações ficaram totalmente inundadas, devido a um temporal muito forte que levou a uma subida muito rapida dos rios de toda a região. Todo o trabalho que tinha sido feito, ficou parcialmente destruido, algum chegou mesmo a desaparecer. Foi uma altura caotica, com a preparação de novas instalações, a reposição do material perdido nas cheias, e infelizmente o refazer de uma equipa que ficou reduzida a dez elementos. Foram cinco mortos, e com eles partiram ideias, projetos, e alguns potenciais avanços da ciencia que ficaram por catalogar. Foi nessa altura tambem, que alguns projetos independentes conseguiram chegar á superficie a um mundo mal preparado. Por exemplo, a invenção de um balão gigante, dirigivel, com capacidade de levar passageiros e com um potencial militar enorme, foi uma das inovações que durante este periodo conseguiu sair, e tomou proporções nas quais podiam desequilibrar o balanço do poder. Este inventor independente, Count F. Von Zeppelin apresentou e patenteou o projeto na Alemanha, e tornou-se impossivel para a hARPA, poder ter mão neste avanço cientifico muito importante. Como este projeto, sairam muitas outras ideias a publico, a hARPA conseguiu subornar alguns dos proprios inventores com promessas de um investimento futuro.

Mas outras, tiveram que ser desacreditadas, por outros meios que confesso, que nem sempre foram os mais justos, leais… e legais. Alguns destes inventores estão confinados á prisão, a manicómios, ou pior… a cemitérios.

 No entanto, o novo local foi preparado contra calamidades, a nivel superior do mar, mas abaixo da superficie do modesto peão. Os novos recrutas foram escolhidos a dedo e submetidos a testes rigorosos, de analise psicologica, de forma a obter um perfil de colaborador, focado, leal, e que acreditasse que podia fazer a diferença neste mundo. A equipa cresceu de dez para vinte. Os projetos foram-se acumulando, alguns testados até a exaustão, outros a apanhar poeira, á espera da oportunidade de verem a luz do dia.

A SPNC começava a ter a necessidade de existir. Foi assim que um dia uma pasta chegou, com informações muito interessantes acerca de um projeto, algo que aos poucos, iria revolucionar a hARPA e o mundo.

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