h.A.R.P.A. – Code alfa 1-0-1

h.A.R.P.A. – Code alfa 1-0-1.

 

CODE ALPHA 1-0-1_title

Comecei uma nova página após várias tentativas para por as ideias em ordem…

Espero que o inicio dos projetos não terminem… mas que os fins de cada cheguem a seu tempo, é bom poder escolher o que fazer… mas é melhor sentir que se concluiu algo!

 

 

 

 

—–

Conteúdo em Português.

Advertisements

Lifeline

isaiah-scroll.l

O mar estava calmo, com pequenas ondas de espuma que tocavam a areia com uma delicadeza de uma noite em pleno verão.

A praia estava vazia, como se à espera que algo a preenchesse. O grasnar das gaivotas davam a entender que o tempo ia ter que lutar para se manter assim. O penhasco limitava a entrada Sul da praia, era um maciço de pedra com mais de duzentos metros de altura, com um pequeno caminho sinuoso, que serpenteava na escarpa do penhasco. Um grande pontão delineava a zona Oeste da praia, construído pelo tempo, pela erosão e pela força do mar, estendia-se a quinhentos metros de terra cortando as ondas com a precisão de um machado imponente, intransponível. A Este a praia estendia-se por uns longos quilómetros até a primeira povoação costeira.

Era a terceira vez que os sonhos me impediam de dormir, e que me levavam até esta praia. Em todas as versões do sonho era um dia calmo, sem nuvens, sem ondas, perfeito para navegar em águas baixas. O horizonte brotava pequenas gotas vermelhas, que contaminam o oceano, enquanto se dirigem para a praia. As gotas tornaram-se mais visíveis, a evidência era clara, os sonhos eram claros, a certeza de que não era novamente o mesmo sonho terminou no momento em que o ruído do mar deixou de se ouvir. O barulho de vozes que entoavam ritmicamente ordens de remada substituiu o som monocórdico do mar.

As gaivotas grasnavam com esta nova ameaça ao seu sossego, as parcas nuvens que agora se viam no céu, pareciam ter-se formado ao ritmo imposto pelos remadores. O horizonte era agora uma linha irrelevante face às centenas de pequenos barcos que se aproximavam da praia.

Um som profundo distinguia-se, o calor parecia ter também aumentado, aos poucos apercebi-me que gotas de suor pingavam pelas costas, e que no meu peito pareciam estar alojados uma dezena daqueles remadores, tal era a força com que a adrenalina se infiltrava no meu coração.

Esta sensação não era nova, no entanto, esta situação era única. Foram precisos alguns segundos para me aperceber que o primeiro barco tocava agora a areia, e que em breve centenas, se não milhares, de guerreiros estariam apenas a alguns quilómetros de Saiune.

Story about a girl that could not age…

Archivist
Sou quem sou.
Por mim e por todos os que me rodearam neste tempo em que permaneci viva. Retiro memorias de uma vida cheia, de familia, amigos, inimigos mas acima de tudo uma vida preenchida. Estas primeiras linhas não são uma despedida, nunca são, mas uma necessidade de colocar um sentimento em simbolos.
E para quem as lê serão o ritmo impregnado na mensagem sublimar destas linhas. Quando ascender ao Sol e espalhar as minhas cinzas na Terra serei parte do continuar da Vida.
Nos ultimos cem anos, todas as historias escritas cumpriam a regra mais antiga imposta pelos Arquivistas da Primeira Era, Honrar a Morte, ou seja, mostrar que a morte faz parte do processo e que deve ser entendida como um passo para a Vida. Cumpri escrupolosamente esta regra, sem sequer perder tempo em julga-la, de certeza que os Antigos teriam perdido esse tempo por mim. Eu não era ninguem…
Hoje cem anos depois da minha primeira palavra impressa nestas paginas, depois de pensar e debruçar sobre esta regra, decidi escrever a minha ultima historia, a minha. Mas, substituindo a regra mais antiga, por uma nova, Honrar a Vida, ou seja, honrar o processo que passamos, as metamorfoses que sofremos, as pessoas que tocamos, os locais que vimos.
Tudo faz parte, e tudo está interligado, esta regra milenar é apenas uma linha orientadora, que quando lida varias vezes nos leva a crer que o processo da morte seria mais importante que todo o conteudo de uma vida.
E com todas as milhares de vidas que escrevi, aprendi muito. Conheço o mundo de pernas para o ar, conheço-o sem ter estado lá, através das palavras que escrevi de vidas passadas que agora fazem parte da Terra, ou que ainda ascendem ao Sol.
Todas as vidas que escrevi fazem parte da minha propria vida, da minha propria existencia. Quero ser parte da Era, desejo ser mais que um ascender, quero ser uma historia, quero ser lida e ensinada. Quero pertencer á terra, mas acima de tudo pertencer á imaginação das pessoas.
Queria começar as minhas paginas relembrando os melhores momentos, aqueles que não quero esquecer, e que representam muito para mim. Mas por outro lado, são aqueles que menos ensinamentos se pode retirar deles, porque são meus e aconteceram-me a mim. Pensei então em escrever os piores momentos, aqueles em que erros foram cometidos e que podiam ensinar outros a não cometer esses mesmos erros. Mas pensando bem, não quero iniciar as paginas oferecendo conteudo de facil julgamento.
Quero que as pessoas me conheçam do inicio ao fim.